Al "Dante"
O "polvo" pediu, Martinha atendeu. Deixei minha mente vagabundar pelas ameias das lembranças referentes ao livro O Inferno de Gabriel. Recém lido, confesso que comecei a ler a parada porque algumas minas me pediram "pelamordedeus" que eu divagasse sobre o dito cujo.
Okay. Peguei o elemento e comecei. Lalalalalala...e continuei até eu perceber que eram 698 páginas. Uau. Pensei...caracoles...a autora tem muita coisa para falar, não é mesmo? A história deve ser "magavilhosa" e tal.
Dei minha cara a tapa e resolvi continuar avançando na leitura. A narrativa de Sylvain Reynard não é lá essa onda magnética toda que algumas autoras tem que não te permitem largar o livro antes do final. Sério. Não que ela seja ruim. Em hipótese alguma. Escreve bem pra baralho, mas não tive aquele tchum maneiro que sempre tenho com J D Robb, por exemplo....hahahah...ou mesmo com Stephenie Meyer, na saga Crepúsculo, que me fez ler os 4 livros de uma vez só. Ou J.R Ward, que parece que te amarra numa teia e você não consegue largar os irmãos.
Eu larguei algumas vezes, comecei a ler outro no meio do caminho e voltei...em suma, levei uns 4 dias para finalizar a leitura inglória, onde mergulhei loucamente meus cabelos brilhantes na literatura clássica mundial. Porque eu vou te dizer uma coisa. A autora desse livro é completamente psica com literatura clássica. Completamente psica com Dante e etc... Pisca alerta do carro!!! ( leia-se Puta Merda do Caralho...heheheh...meu xingamento politicamente correto...hehehehe...).
Eu estava quase mandando uma carta para ela solicitando meu diploma em literatura. Porque eu saí dali entendida, praticamente apta a entrar numa pós graduação com ênfase em Gabriel, digo, Dante.
Pois bem. Eis que temos aí um mocinho super ... cheio de paranoias ambulantes. Um trauma no passado, um comportamento estranho, também filho adotado de uma família que o acolheu. Isso tá super na moda agora...Christian Grey era adotado, Gideon Cross era adotado, Gabriel Emerson...era adotado. E os três, muito bem dotados. De aspecto sensacional e eletrizante. Capazes de arrebatar os corações femininos e gerar reações em cadeia da parte da perikitas ardentes...preciso dizer que ele tem um sério problema de ser um mega ultra fucking blanguers controlador? Não né?
Só que temos aqui um mocinho reles mortal. Eu tenho que confessar que inicialmente, ao ler o título do book, pensei que fosse um lance sobrenatural...mas me lasquei. Não era. Então...o cara é um reles mortal..pensei eu...um Spider man, no meio de todos aqueles Batmans...para quem não entendeu a piada interna, eu explico. O Spider man, ou Homem Aranha , whatever, é basicamente o único herói comum que temos. Ele rala, mora num apê mixuruca, ganha mal pacas, tem conta atrasada e faz uns bicos enquanto está salvando o mundo. O mundo, leia-se Nova York, Okay?
Já o Batman, é um herói abastado, cheio da grana, que não tem onde enfiar o lance e acaba se convertendo em um benfeitor mascarado e com uma capa maneira. Ele é podre de rico. Logo, em meu comparativo, Grey e Cross, são da turma do Batman. Gabriel é da turma do Aranha. Ledo engano...ele é um professor conceituado pacas, mas recebeu a herança de um pai biológico fela da gota, que em árduo arrependimento pelo abandono de seu guri, lhe deixa uma baita dinheirama que o faz gastar horrores em distribuir o money...affff....falei de um fôlego só! Hahahahaha....
Então...não obstante o cara ter herdado uma grana ( essas paradas de herança maneira só acontece com os outros, viu...) , ele é uma alma atormentada, cheia de melindres e frucs frucs....super mega culto, tem umas viagens meio doidas típicas de quem cheira muito....enfim um que condiz com sua condição...
A mina é mais uma que entra para o rol das tontas e apalermadas, cheia de trics trics e tchururus....entenderam? pô...sacanagem dessas autoras resolverem fazer mocinhas virginais porém songas mongas...sério...tô preferindo mil vezes as mocinhas da Diana Palmer...pelo menos elas davam uns amassos, falavam de suas escolhas em manter o lacre na região secreta e pronto...na hora H, tudo resolvido.
Mas essas virgens de agora estão me saindo um bando de destrambelhadas, palermas e cheias de intrigas internas e traumas mal resolvidos em suas vidinhas medíocres e tal. São desajeitadas, bestinhas e cabeças ocas. Embora essa mocinha seja inteligente pra dedéu, muitas vezes eu me perguntava se ela estava em algum universo paralelo. Quem disse que a escolha de ser virgem tem que estar ligada a ser otária? Ou bestonilda? Cara...se a escolha era da mina, o mínimo que a autora poderia fazer era simplesmente colocar isso de maneira legal e pronto. Não precisava fazer as mocinhas tão mal resolvidas assim, poxa. Parece até que as bichinhas são virginais simplesmente porque são tão chatas que ninguém nunca quis traçar antes...credo...
Cara...a autora conseguiu bater o recorde. Fez uma heroína mais pobre que pé de chinelo, que passava fome, coitadinha, tímida pra cacete, mas que adorava uma calcinha fio dental? Hein? What? Ahhhhhnnnnn...quem te viu, quem te vê, hein Julia Mitchell.... fora esse fato inglório de elemento enfiado, ela ainda era um pouco contraditória...tinha muito medinho de Gabriel ser alcóolatra pelo histórico familiar dela, mas a bicha mesma não hesitava em entornar umas doses de tequila para acalmar os ânimos e afogar as mágoas...sei...
Pois bem...e o pior...a mocinha sofre de problemas sérios de personalidade. E o mocinho sofre de problemas graves de memória...hora chama a kirida de Julia, hora de Julianne ( seu nome verdadeiro ) , hora de Beatrice...a flor virginal apreciada pelo Dante...e lá temos mais um romance onde a mocinha chama o cara de Professor Emerson, até mesmo nas horas mais intimistas e ele a chama de Srta. Mitchell...oh, céus...
Eu hein...se o bofe me chamasse por outro nome em plena hora H, ele ficaria procurando as pelotas dele por muitos e muitos anos...hahahahha...
Olha...referências a crepúsculo? Of course, my dear. Acredito que todas as mocinhas estudantis e com postura tímida tenham sido inspiradas na diva mor das destrambelhadas. Porém existe um porém...Bella Swann foi praticamente a única que não calçou seu tênis mizuno de corrida e correu para longe do bofe. Ela nunca arredou o pé de perto dele, independente da condição dentística do moço. Todas as outras? Correm como loucas com medo dos bofes suculentos..."oh., é muito homem para mim....", "oh, é muita escuridão para mim....", "oh, é muito ricaço para mim...."...que que ilson... Empréstimos de casaco, jantares mocozados, mocinho falando que a mocinha deveria ficar longe dele e tchururu.
Uma coisa absurdamente estressante nestes romances....as milhares de referências gastronômicas e musicais. Ca-ra-co-les....que ódiiiiiiiiiiiiiiiiiioooooo.... primeiro porque a descrição do que o povo tá comendo é floids porque a gente fica com água na boca, com vontade de comer...ou beber...juro que achei que ia terminar de ler alguns desses livros com meu teor alcóolico elevado no sangue...afffff....segundo porque , você lê a poha do nome da música e da banda e fica curiosa para ouvir que raios de som era aquele que mereceu até referência no livro...credo...isso atrasa a leitura...e terceiro..porque eu odeeeeio a música Besame Mucho…ecati…
Mais um adendo importante...essa mocinha? Ela tem um sério problema de politeísmo. Enquanto nossa Anachata Steele tem sua deusa interior resvalando na loucura sexual, a Julia/Julianne/Beatrice do Gabriel , tem um milhão de deuses que ela mesma inventa na hora...pelos deuses dos teclados espancados pela divagante ....hahahah...mais ou menos assim...ou então... pelos deuses dos blogs maneiros que eu gosto de futucar nas horas vagas... sacaram? Credo. Tinha hora que era chato. E lá estava eu revirando meus zóinhos nas órbitas...
A saga Crepúsculo foi considerada a maior preliminar literária da face da terra...mas foi legal, bem teenager, com desenvolvimento de conflitos singulares... O inferno de Gabriel foi um inferno de preliminares que culminaram em 20 páginas de descrição do ato que não atava e nem desatava e já tava me dando coceira capilar de tanto que o trem enrolou...juro...teve uma hora que eu até ronquei. Pesquei como diria aqui em minha terra...pisquei e ops...tá rolando? Ahhhh...ainda não acabou....Zzzzzzzzzzzzzz....ops....o que? Já foi? Não? Zzzzzzzzzzzz...... o casal tava num momento DR ( discutindo relação) no meio da relação??? hein???
Sério...Gabriel é um lindo, cheio de amor pra dar, carinhoso., atencioso, meio ogro no início, mas depois se redimiu. Todo carinho e cultura. Grana e poder. Beleza e masculinidade. Cheio de palavras doces e tchururu...doido pra dar uma coça na guria, mas respeitando os limites impostos pelas suas partes baixas. Querem ver um herói encher a mocinha de elogios? É Gabriel na cabeça. Mas confesso que chegou um momento em que se fosse comigo seria assim: "Gabriel...tu é um gato, fofo e tudo...mas cala a boca e finaliza o lance? Marca o gol logo tá? " hahahahahahahha....
A autora foi nitidamente uma apologista ao sexo suave, baunilha e juvenil. Deixou nas entrelinhas uma crítica velada a todo tipo de consentimento entre um casal sobre a prática de um lance mais selvagem e tal. Será que foi ela detonando um cadikin os sucessos em voga? Com certeza absoluta. Até personagem Domme ela colocou e com uma imagem totalmente torpe...ou seja...ela deu o recado dela.
Respaldo técnico? O livro é bom...com alguns momentos marcantes...mas poderia ser mais enxuto...ser mais corrido, sem tantas firúla...ficaria muito mais legal para ler e relembrar...do que jeito que está? Foi como assistir um seminário de Literatura do Século Passado. Algumas palavras meu cérebro absorveu...outras...o pau comeu. Nem tu guardou, nem eu.
Bjuuuuuuuuu
Martinha!!!!!!
ResponderExcluirAmei, amei, amei!!!!!
Estou de saco cheio de mocinhas chatas (desculpem o desabafo)]
Mas parece que essas autoras combinaram de criar personagens femininas fracas e patéticas, peloamordedeus!!!!!!
Pra contar uma história em 698 páginas tem que ter talento e muito talento.
Que tal lançarmos uma campanha por mocinhas que valham a pena, guerreiras, porém sensíveis!!!!
Beijos
Estou aderindo a essa campanha Adriana Reis, mais um que vai pra pasta ''não ler'', to fora de mocinha tapada, nem as heroínas históricas eram tapadas imagina as ditas modernas. Com tanta informação hoje em dia fica difícil engolir uma mocinha assim. Parabéns Martinha mais uma vez pela divagação.
ResponderExcluirAdorei a divagação, ainda não li o livro, vou ler pra ficar por dentro da situação, mas concordo com as colegas, essas mocinhas estão dando no saco, acho que há um exagero só pra encher linguiça.
ResponderExcluirAs vezes leio alguns livros florzinhas em que as mocinhas dão de 1000 a zero. Beijos!!
Martinha, se o autor é homem será que vai colocar todas suas frustrações no papel?????? ainda não li, mas sou fã da Divina comédia de Dante Alighieri e a Beatrice era maravilhosa, inalcançável e com seu amor, tira um ser do inferno; tive uma pequinês, linda com este nome, ganhei quando estava lendo o livro. Obrigado, adorei, ainda não li O Inferno de Gabriel, mas depois de sua divagação fiquei curiosa. Beijos e que o encontro do Rio seja super divertido. Fernanda D
ResponderExcluirHelena tu ja leu o livro Os Crimes do Mosaico do autor Giulio Davide Leoni?? A trama se passa em Florença com o nosso querido Dante investigando um assassinato...Super recomendo!!
ExcluirXOXO!!
Não li este dito cujo ainda mas atiçou minha curiosidade quando tu mencionou o Dante,sou fãzona assim como a Helela,li os 3 livors da Divina Comedia e adorei..Mas puts..quase 700 paginas?!?!O.O,haja amor pelos fãs heim Martinha..rsrsr
ResponderExcluirXOXO!!
Martinha quirida, como sempre dou muita risada quando leio tua divagação, não li o livro ainda, vi que tinha mais de 600 páginas estou em uma fase que se o livro tiver mais de 200 páginas já vou pesquisar pra ver se vale a pena lê, tem muita autora escrevendo como se enche linguiça, detalhar uma cena é bom faz agente entrar na história, mais quando exagera cansa.
ResponderExcluirBeijos.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluirMartinha so você para fazer eu perceber que o livro é louco kkk.
Muito bom. Eu li sim, gostei, até pq está na moda as "mocinhas virgens", coisas que vamos combinar, não temos mais hoje em dia, por isso o tema está tão em alta digamos assim kkkk.
kkkkk mais parabens, você disse tudo como sempre.